Aljubarrota


Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres

O primeiro templo a existir naquele local terá sido construído no século XIII, de que subsiste atualmente o magnífico portal românico.
Constitui o mais antigo monumento de Aljubarrota e o de maior relevo histórico. Nesta igreja ouviu missa e rezou o Condestável D. Nuno Álvares Pereira no dia 14 de Agosto de 1385, antes de se dirigir para a frente de batalha, nos campos de S. Jorge.
A igreja engloba vários estilos, fruto das sucessivas reconstruções ao longo do tempo. Trata-se de uma igreja paroquial rural com portal românico, ladeado por uma torre sineira e robusta.
No interior, deparamo-nos com um coro alto de balaustrada de madeira, assente em quatro grossas colunas dóricas de pedra calcária, e à esquerda situa-se o batistério com uma volumosa pia batismal, monolítica, em forma de taça heptagonal.
Ainda na zona de entrada, destaca-se as pias de água benta, igualmente monolíticas, com um grande recetáculo assente em peanhas altas.
O templo é de nave única coberta, com três panos de madeira, sendo a capela-mor abobadada. Na parede do lado direito, a partir da entrada, ganha corpo uma belíssima capela renascentista, e a mesma parede continua a apresentar um púlpito de pedra, retângular, ornada com motivos geométricos e assente em mísula curvilínea, logo seguido de um grande nicho que acolhe o Anjo Gabriel.
A parede termina rasgada pelo grande arco gótico que abre para a capela medieval dos fundadores, Martim Palença e esposa, cujos sarcófagos estão ali patentes.
Em frente, na parede contrária, um outro altar lateral, votivo a Santo António, é emoldurado por pedra finamente lavrada, também ao gosto renascentista.
Na capela-mor em abóbada com nervuras rematadas por florão, encontram-se molduras em tratamento barroco, nas portas e janelas. De estilo maneirista, esta capela foi alterada e apresenta um conjunto de altar e retábulo de mármore rosa e branco de grande imponência. Ladeando o arco cruzeiro de grande altura, estão dois altares colaterais barrocos.
A festa em honra de Nossa Senhora dos Prazeres realiza-se no 1º Domingo de Agosto que é o dia dedicado a esta santa e dura 4 dias.

Igreja da Misericórdia (Largo da Junta)

No topo nascente do largo do Pelourinho fica a igreja da misericórdia, o que resta de um conjunto que incluía o Hospital do Espírito Santo.
Do lado sul localiza-se a Casa do Celeiro, local onde eram pagos os dízimos e rendas devidas pelos arrendatários das terras dos termos da vila ao Mosteiro de Alcobaça, donatário da vila. Edifício de grande solidez e grossíssimas paredes é bem o exemplar de uma arquitetura rústica de idade secular.
O conjunto constituído pelo pelourinho, torre sineira isolada e casas das Juntas, constitui um dos mais belos exemplares arquitetónicos, no seu género, existentes no País.

Festas do Senhor dos Passos ou Solenidade dos Passos

Esta festa celebrada há muitos anos no Domingo de Ramos. É uma festa de cariz muito religioso que é celebrada pelo padre que está nas duas freguesias de Aljubarrota e que nesta festa tem a ajuda de outro sacerdote que vem de fora. Depois da celebração de uma missa cantada, em que se fez a bênção dos Ramos, efetua-se a procissão pelas ruas da vila enfeitadas com colchas nas janelas e acompanhada por uma banda de música. A procissão com o andor de Nª Srª das Dores, sai da Igreja dos Prazeres sempre com o povo a cantar, e vai ao encontro da procissão do Senhor dos Passos, que sai da capela da Misericórdia. Dá-se então o ponto mais alto destas cerimónias, que é o sermão do encontro. Depois deste sermão, a procissão segue para a igreja de S. Vicente, onde terminam as cerimónias. Esta festa que junta as duas freguesias, sendo por isso muito concorrida, termina com fogo de artifício.

Festa de Nossa Senhora dos Prazeres

Nossa Senhora dos Prazeres é a padroeira da freguesia dos Prazeres de Aljubarrota. A festa realiza-se no 1º Domingo de Agosto que é o dia dedicado a esta santa e dura 4 dias. Antes do início dos festejos toda a terra é ornamentada e o arraial é enfeitado com verduras e flores de papel. A igreja e os andores dos santos também são ornamentados mas com flores naturais.
Sexta-feira iniciam-se os festejos com alvorada de foguetes. Nesse dia abre-se a quermesse e o serviço de restaurante, havendo também um grandioso baile abrilhantado por um grande conjunto.
No Sábado, continua o arraial com a quermesse, o serviço de restaurante, jogos tradicionais, tiro ao alvo, venda de rifas e de bolos, tudo ao som de boa música. À tarde inicia-se o baile a cargo de um grupo musical.
Domingo, logo de manhã, são lançados muitos foguetes, seguindo-se o tradicional peditório pelas casas da vila com a recolha das fogaças e andores que são colocados em frente à igreja. Segue-se a missa solene seguida de procissão que percorre as principais ruas da terra. Todos os moradores do itinerário da procissão têm como tradição ter tudo muito bem ornamentado com verduras, flores de papel, vasos e flores, bem como colchas nas janelas e varandas. Terminada a procissão continua o arraial com tudo o já descrito, muitos divertimentos, grupos de dança e ranchos folclóricos, até à noite, em que se efetua um grandioso baile até de madrugada.
Segunda-feira os festejos continuam como nos dias anteriores havendo entrega de prémios tanto para os vencedores dos jogos como da venda das rifas, terminando com um baile que encerra com uma salva de foguetes.

Comemorações da Batalha de Aljubarrota

Estas comemorações efetuam-se nos dias 14 e 15 de Agosto. No dia 14, à noite e em frente à igreja dos Prazeres, recorda-se a batalha através duma representação teatral, onde é feita uma reconstituição baseada em acontecimentos históricos medievais da altura.
No dia 15 efetuam-se as cerimónias religiosas com uma missa que conta com a presença de várias individualidades do Distrito de Leiria e do Concelho de Alcobaça.



Agrupamentos de Escuteiros

O Agrupamento em Formação de Aljubarrota é apenas uma criança neste grande mundo do escutismo. Não quer isto dizer que não tenhamos experiência alguma. Pelo contrário, o ano passado (2005-2006) realizámos estágio no Agrupamento 370 – Porto de Mós onde foi adquirida experiência e feitas muitas amizades. Também o agrupamento 1077 – Monte Real, especialmente alguns elementos da quarta secção, tem sido incansável na disponibilização de apoio.
Atualmente está oficialmente em funcionamento a segunda secção – os exploradores – divida em 3 patrulhas: Patrulha Elefante, Patrulha Gato e Patrulha Golfinho.
Estamos alojados num edifício da Paróquia que nos foi cedido pelo nosso amigo e Assistente o Padre Ramiro Portela.
Atualmente temos 12 candidatos a chefes dos quais 2 fizeram no passado ano o CIP (Curso de Introdução Prático que dá à pessoa em questão estatuto de Chefe) e 5 estão este ano a fazê-lo. Os restantes possuem apenas o CI (Curso de Introdução).
Os 7 chefes irão realizar no dia 23 de Setembro a sua promessa.

Igreja de São Vicente

Situada no Largo do mesmo nome, no extremo nascente da Rua Direita, junto da nacional que liga Alcobaça a Leiria, fica este templo paroquial fundado em 1549, no local onde outrora existiu uma ermida do século XII.
A construção desta igreja foi exigência da população que pretendia a criação de uma segunda freguesia em Aljubarrota, com uma igreja própria no séc XVI. No entanto, o interior bem como o exterior foram profundamente remodelados nos inícios do séc. XX e ainda na reconstrução de 1972, para além dos retábulos e da capela mor este templo apresenta estatuária de valor, em que avulta um grande escultório do século XVI figurando Santa Ana, a Virgem e o Menino.
É particularmente interessante a torre sineira do século XVI, encimada por um invulgar coruchéu em forma de "tiara" ou de três coroas sobrepostas, características do distintivo papal.
No exterior destaca-se ainda o empedrado envolvente á igreja , o pequeno cruzeiro de pedra lavrada e os dois túmulos oitocentistas.
Para além destes, ainda se encontram naquele largo peças de altar e outras peças que faziam parte da traça primitiva da igreja como pequenos fustes de colunas e duas aras de altar monolíticas e decoradas em alto-relevo, agora colocadas no exterior, junto da entrada.
O portal perdeu o significado com a última intervenção, sendo encimado por um pequeno óculo e pela empena que fecha com cruz de pedra, enquanto das paredes laterais ganham realce um significativo conjunto de gárgulas medievais.
De nave única, com teto de madeira disposto em três panos, a igreja é iluminada por janelas laterais e pelo óculo já referido. A capela-mor, de pavimento lajeado, apresenta abóbada de berço coberta a estuque. O altar-mor tem um retábulo, pintado com três painéis e colunas de pedra em estilo salomónico.
Lateralmente encontram-se dois altares seiscentistas, de pedra, dedicados a Santo António e Nossa Senhora do Rosário, com pintura no frontal superior.

Festas do Senhor dos Passos ou Solenidade dos Passos

Esta festa celebrada há muitos anos no Domingo de Ramos. É uma festa de cariz muito religioso que é celebrada pelo padre que está nas duas freguesias de Aljubarrota e que nesta festa tem a ajuda de outro sacerdote que vem de fora. Depois da celebração de uma missa cantada, em que se fez a bênção dos Ramos, efetua-se a procissão pelas ruas da vila enfeitadas com colchas nas janelas e acompanhada por uma banda de música. A procissão com o andor de Nª Srª das Dores, sai da Igreja dos Prazeres sempre com o povo a cantar, e vai ao encontro da procissão do Senhor dos Passos, que sai da capela da Misericórdia. Dá-se então o ponto mais alto destas cerimónias, que é o sermão do encontro. Depois deste sermão, a procissão segue para a igreja de S. Vicente, onde terminam as cerimónias. Esta festa que junta as duas freguesias, sendo por isso muito concorrida, termina com fogo de artifício.

Festas de São João

Realiza-se no dia 25 de Junho junto à Capela de S. João em fica à saída de Aljubarrota.
Consta de uma missa a que se segue o arraial. Era uma festa muito concorrida onde vinha muito povo à procura de alívio para as dores de cabeça.
Ainda hoje é bastante frequentada.
(mais informação na página da localidade de Olheiros)

Festa do Sagrado Coração de Jesus

Celebra-se esta festa no primeiro Domingo de Setembro e consta da cerimónia da profissão de fé das crianças das duas freguesias, São Vicente e Prazeres. Realiza-se uma missa cantada seguida de procissão que percorre as ruas da vila acompanhada de uma banda. Nas janelas são colocadas lindas colchas e as ruas são amplamente enfeitadas.

Comemorações da Batalha de Aljubarrota

Efetuam-se estas comemorações nos dias 14 e 15 de Agosto. No dia 14, à noite e em frente à igreja dos Prazeres, recorda-se a batalha através duma representação teatral, onde é feita uma reconstituição baseada em acontecimentos históricos medievais da altura.
No dia 15 efetuam-se as cerimónias religiosas com uma missa que conta com a presença de várias individualidades do Distrito de Leiria e do Concelho de Alcobaça.

Clube Brites de Almeida

Fundado em Setembro de 1965, teve como sócios fundadores: Joaquim Vieira, Torcato M. Carreira, José Carreira Mendes, Manuel Luís de Sousa, Henrique Carreira Morgado, José Luís Carreira, Amadeu tornada e Emídio Morgado Mendes.
O clube teve a 1ª sede numa propriedade de José Luís Carreira. Tendo-se, no mês da fundação, procedido à legalização do clube e aquisição da 1ª televisão.
Novembro 1965 forma-se uma comissão de raparigas para angariação de fundos para fazer a primeira bandeira do clube.
Em Abril 1966 o clube compra do 1º gira discos.
Em 1967 surge a comissão de futebol.
Janeiro 1968 o clube adquire a sede própria pertença de Sr. João Carvalho Dias por 52.000$00.
Em 1968 constrói-se um poço na nova sede.

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