Curiosidades de Aljubarrota

A Pá - uma preciosidade histórica

O povo de Aljubarrota guarda religiosamente a sua pá em ferro martelado coevo. A pá esteve escondida por duas vezes: emparedada na casa da Câmara, durante o domínio filipino; e escondida num poço durante as invasões francesas, que com grande destruição e saque estacionaram nesta zona.

A padeira - A história e o símbolo

Depois da vitória portuguesa em Aljubarrota, os castelhanos fugiram seguindo e exemplo de seu rei, uns para Santarém que estava de seu lado, outros procurando embarque na esquadra castelhana que cercava Lisboa, outros regressando pelo caminho da Beira que haviam trazido. Mas a maior parte ficou abandonada ao seu destino no campo de batalha, procurando abrigo na fuga desordenada, sendo massacrada impiedosamente pelas milícias dos concelhos e populares.

Foi neste contexto que aconteceu o episódio da Padeira de Aljubarrota, de seu nome Brites de Almeida, a qual, segundo a tradição, matou sete castelhanos que se haviam refugiado no seu forno. Uma tradição antiquíssima situa a casa da padeira numas ruínas junto ao Celeiro dos Frades. A padeira tornou-se um dos símbolos mais vincados e vigorosos da independência, da determinação e da coragem da mulher portuguesa.
Foto: Inscrição Latina alusiva à Padeira de Aljubarrota.

Estátua da Padeira

Situada na Praça Brites de Almeida enquadrada pelo conjunto constituído pela Casa do Celeiro e ruínas da Casa da Padeira, face à estrada nº8, fica a estátua de Brites e Almeida, de risco modernista estilizado, encimando um pedestal sugerindo o forno. Sobre a parede do Celeiro motivos de azulejaria lembram os oragos e vários motivos de Aljubarrota.

Eugénio dos Santos

Eugénio dos Santos e Carvalho nasceu em Aljubarrota em 1711 e faleceu em Lisboa no dia 5 de Agosto de 1760.

Foi um dos engenheiros militares, e o arquiteto responsável, pela reconstrução da Baixa Pombalina de Lisboa após o terramoto de 1755. Foi aluno na “Aula de Fortificação e de Arquitetura Militar” onde entrou em 1735, mas já no ano seguinte estava a trabalhar nas fortificações de Estremoz, onde foi responsável pelas obras do Paiol de Santa Bárbara, Paço e Armazéns. Posteriormente foi responsável pelas fortificações da Marinha e trabalhou na construção do Hospital das Caldas da Rainha, dirigidas por Manuel da Maia. Em 1750 foi nomeado inspetor das obras da Corte, entre as quais as obras dos paços da Ribeira e dos outros paços reais e arquiteto do Senado de Lisboa.

Homem de confiança do mestre Manuel da Maia, engenheiro-mor do Reino, a sua obra mais notável foi a Praça do Comércio, que abre os horizontes de Lisboa ao Rio Tejo. Há uma escola em Lisboa com o seu nome que se situa ao pé da Avenida da Igreja entre a rua José Augusto Palmeirim e a Avenida de Roma.

Estátua de Nuno Álvares Pereira

Da autoria do escultor António Vidigal a estátua de homenagem a D. Nuno Álvares Pereira, o Condestável.

Localizada na rotunda da vila de Aljubarrota, foi inaugurada a 14 de Agosto 2004, dia das comemorações da Batalha de Aljubarrota de 1385.

O Professor Escultor António Vidigal é licenciado em escultura pela E.S.B.A.L., professor associado da faculdade de belas artes da universidade de Lisboa, autor de diversos monumentos e esculturas públicas, medalhas comemorativas e retratos e está atualmente representado em diversos museus.

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